As falas de teor golpista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no 7 de setembro ampliaram o escopo ideológico das manifestações pelo seu impeachment convocadas para o próximo domingo (12).

Antes restritas a movimentos e grupos de centro e de direita que fazem oposição a Bolsonaro, como MBL, Vem Pra Rua e Livres, terão também a adesão de representantes da esquerda. Integrantes de partidos como PDT, PC do B e PSOL pretendem comparecer.

Uma das presenças confirmadas é a da deputada estadual Isa Penna (PSOL). Ela busca articular a presença de outros colegas de partido.

“Devo ir, fazer uma fala como esquerda e feminista, e também quero organizar um debate antes do ato para tentar convencer mais gente da esquerda”, afirma Penna.

Outro que irá é o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP). “É preciso reunir a oposição de esquerda e direita para combater Bolsonaro. E o programa mínimo dessa união é democracia”, diz Silva.

O diretório municipal do PDT também confirmou presença. “É hora de unirmos forças da esquerda à direita pelo impeachment desse presidente tirano e incompetente”, afira o presidente da legenda na capital paulista, Antonio Neto.

O grande ausente, pelo menos até o momento é o PT, que a princípio rejeita comparecer ao lado de grupos que defenderam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Fábio Zanini, Folhapress

Sobre o Autor

Redação

Site de Notícias de Saúde,10 anos levando informações locais regionais .

Ver todos os Artigos