Os aumentos reais do salário mínimo representaram uma das principais políticas para a queda na desigualdade de rendimentos no Brasil em uma década, segundo um estudo dos pesquisadores Niklas Engbom, da Universidade de Nova York, e Christian Moser, da Universidade Columbia.

Os dados apontam que, entre 1994 e 2014, o salário mínimo teve efeitos de longo alcance e representou ao menos um terço da queda de 25,9 pontos na variação dos rendimentos, segundo o estudo, feito a partir de pesquisas nacionais, como a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) e a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Vimos que o aumento de cerca de 119% no valor ajustado pela inflação do mínimo no Brasil contribuiu significativamente para um grande declínio na desigualdade de rendimentos no período”, disseram os pesquisadores à Folha.

Douglas Gavras/Folhapress

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