Prefeitura de Jaguarari contesta novo pedido do MP e diz que ação é “replicação de decisão já julgada improcedente”


A prefeitura de Jaguarari contestou o novo pedido do Ministério Público da Bahia contra o prefeito Éverton Carvalho Rocha (PSDB). O órgão denunciou novamente à Justiça gastos com festejos populares, incluindo o São João da cidade. O MP ainda pediu, mais uma vez, o afastamento do prefeito. No entanto, em nota encaminhada ao BNews, o prefeito diz que o novo pedido é uma replicação de uma decisão que já foi julgada improcedente, em 2018.

O prefeito ressalta que houve deturpação do pedido feito provocando na imprensa informações errôneas, a exemplo do possível pedido de prisão do alcaide. “O que claramente não faz parte do novo pedido, que repetimos, já foi anteriormente julgado pelo Tribunal de Justiça, restabelecendo o mandato do prefeito eleito. Vale ressaltar que o pedido é uma replicação de ação já decidida em 2019 pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que julgou improcedente a remoção do prefeito Everton Rocha do cargo e ratificou a permanência do mesmo”, ressaltou em nota.

Segundo o alcaide, o MP pode “ter sido abastecido com informações errôneas fica claro não somente pela repetição do pedido já tramitado, mas principalmente pela dissonância entre os argumentos e os procedimentos realizados pela administração municipal”.

A defesa do prefeito ainda negou alguns pontos da denúncia. Quanto aos investimentos em festejos superiores a ações contra a seca, a nota informa que: “É sabido por todos em Jaguarari que o São João não é tão somente uma festa ou cultura. Além destes importantes atributos, o São João para a cidade de Jaguarari é parte da fé e da religiosidade, tendo uma importância ainda maior que muitos municípios em todo Nordeste, já que seu padroeiro é São João Batista, ou seja, junta-se ao lazer do povo a sua fé e devoção”.

Ainda sobre a contratação das bandas, a prefeitura reforça que “todos foram contratados com base nesta singularidade e no rigor da lei e das deliberações de procedimentos estabelecidos para estes serviços no país inteiro”.

Por fim, ainda ressaltou a indignação diante das informações publicadas. “Assim, fica nosso esclarecimento, nossa indignação, salientando que a consequência deste pedido replicado que contrasta com a decisão do Tribunal de Justiça, nos causou não só surpresa, mas nos expôs a um movimento claramente orquestrado fora do âmbito do MP e da justiça, vista em alguns ‘órgãos de informação’, onde até incluir pedido de prisão inexistente como parte do pedido do MP, mostra a tentativa de convencer sem sucesso a população de Jaguarari, que não continuaríamos trabalhando pelo município, o que não irá acontecer, porque 2020 será ainda melhor e realizador que 2019”.


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