Defesa de João de Deus vai pedir que prisão preventiva seja convertida em domiciliar


A defesa do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, preso desde domingo (16), recorrerá hoje (19) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a prisão preventiva em prisão domiciliar com tornozeleira. O recurso ocorre após a negação, por parte da Justiça de Goiás, do habeas corpus impetrado pelos advogados.

De acordo com o advogado Alberto Toron, é preciso levar em conta a idade avançada e o estado de saúde do médium. A defesa também argumenta que deve ser considerado o fato de João de Deus ter se apresentado espontaneamente à polícia e prestado esclarecimentos.

O pedido de prisão preventiva foi decretado com base em 15 denúncias já formalizadas em Goiânia, todas por crimes sexuais. Desde a semana passada, a força-tarefa do Ministério Público de Goiás recebeu 506 relatos de abusos que teriam sido cometidos pelo médium.

Para o promotor Luciano Miranda, que integra a força-tarefa, o líder espiritual é suspeito da prática de pelo menos três crimes: estupro de vulnerável, estupro e violação sexual.

Ontem (18), policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde João de Deus fazia os atendimentos espirituais. Os policiais deixaram o local com documentos. Eles também foram a uma residência, apontada como propriedade do médium, onde recolheram armas e dinheiro, segundo informações preliminares.


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